sexta-feira, 27 de julho de 2007

Vagando

Mais uma noite passa
sem que a verdade sobre a vida seja desvendada
Assim ele segue, rumo ao raiar do sol, deixando as mágoas na madrugada
Colocou todas as dores num
saquinho e atirou-as ao mar!

O mar levaria se não fossem aquelas que ficaram presas lá no fundinho, escondidas,
corroendo a alma

Ele segue rumo ao desconhecido,
mais um dia de incertezas,
desiluões,
nenhuma conclusão.

Nenhum sorriso, algum desespero,
um grito preso na garganta,
um grito que não quer gritar!
Ele caminha calado.
Vazio de cores, vazio de amores,
só pontadas na "boca" do estômago, as dores
escondidas...


E com algum prazer se guarda em
meio a lençóis furados e solidão...
Não precisa buscar mais nada,
o mundo fechou-se ali...
Adormece.
E como o fechar do seu mundo
fecha os olhos pro que não viveu.

Não precisava viver...

Guarda as forças para em claro
passar mais uma noite escura e fria...

E mais uma vez nada desvenda.

Passa a noite a contemplar estrelas, a
desenrolar as linhas do destino, a esperar por um calor de um peito que já nem arde mais.


Cata os sonhos, não joga fora, mas esconde,
esconde do mundo e dele mesmo
Não é bom enfrentar o incerto
Pode machucar
E feridas da alma demoram a sarar
Abre a caixinha dos medos
Melhor não arriscar...

E mediocremente segue ao fim da linha.
Coexistindo
Não há nada para ser feito...
Seu destino??
Esse ele descobriu
VAGAR...

2 comentários:

Leandro disse...

bonito, muito bonito
poético, profundo,e apesar de triste é suave agradável.
agradável como vc, como sua companhia.
parabens pelos incontáveis talentos, continue sempre melhor
e obrigado por existir

ludmila disse...

ficou lindo o final ;)
daquele jeito que eu te ensinei
haha

mas vai ver é o destino de todos, vaguar, so muda o modo :)
=*
te amo