domingo, 30 de março de 2008

Três corações

Antes aqui o que imperava eram escritos de amor e obsessão, de um bem querer que não se tinha, mas esse sentimento me fugiu, está escondido por aí em ruelas que de vez em quando me encontram.
Agora quem impera é a saudade.
Saudades daquela gargalhada gostosa que dói a barriga, daquelas tardes de filmes insanos e tudo com pimenta, nosso picante tempero.
Saudades das vitrines que já nos conheciam, dos nossos desejos consumistas, das equações que não se resolviam.
Saudades dos conselhos bobos regados de céu e o vento forte que batia na piscina, das suas tentativas de me explicar a vida e suavizar qualquer sofrimento.
Saudades das noites em que sobravam coreografias, das músicas bobas que dançávamos, das voltas pra casa desesperadas, dos taxistas que aceitavam nossos trocados.
Saudades das incontáveis vezes em que passamos pelo fondue prometendo prová-lo juntas e ainda não tivemos tempo de fazê-lo, porque pra mim toda manhã era contigo, virou costume te ver todo dia.
Saudades das mensagens inspiradas de madrugada, em que me chamavas de moranguinhos flutuantes do Martini, iodo bromado, bromo iodado e afins.
Saudades das confusões alheias, que insistiam em nos chamar de irmãs e acabou sendo mesmo, porque tudo em nós se torna similar. Pra nós o tempo era tudo e soubemos fazer dele o mais perfeito possível.
Saudades das confusões das nossas cabeças, que quase sempre fogem do que queremos ou acham que queremos outras coisas, mas no fim tudo se resolve e você continua a ser a princesa, intocável, inabalável, forte, linda. Pra nós o tempo construiu nosso maior tesouro, nós mesmas.
Saudades do seu abraço bobo que me resgatava de qualquer canto ruim, da tua voz que mesmo chata virou música pros meus ouvidos. Pra nós o tempo era curto, nem sabíamos, mas foi grandioso, incomparável.
Saudades de tudo e mais um pouco.
E o meu império se constrói.
Tô aqui só esperando sua decadência.
Mate a saudade.






*Texto oferecido a Jé, Lud e Ary.
**Uma nem tão longe, uma bem pertinho, uma mais distante. Mas os corações sempre unidos.
***Pra saber de cada uma é só contar cada parágrafo das sequencias, o primeiro sempre fala de Jéssica, o segundo de Ludmila, o terceiro Aryane.

3 comentários:

Aryane Souza disse...

Imaaaaaaaaaaaaa,
linda , perfeita, designer do futuro =D

ammmmmmmmmmmmoO
fervorosamente

ludmila disse...

acabando com toda a poesia do teu texto: tu quer me matar de chorar é doida??? Powxa!

mas enfim :) depois de algumas lagrimas escorridas fica só a saudade, e que doce saudade... já era costume te ver toda manha e eu já te disse, pra mim ia ser sempre assim, vai ser (né sócia?)....

pelas minhas contas eu sou a princesa?é essa força que tu tanto vê em mim que me dá forças pra falar a verdade...
ainda bem que EU batalhei por essa amizade :) vai dizer que esqueceu que eu que te mandava cartinhas quando tu nao tava nem ai?
:)

TE amooooo!
e nao ha distancia que mude isso!


=*
saudades.mta saudades.

Mai Amorim disse...

É filha.

Alguns laços são para sempre.


;*