sábado, 4 de outubro de 2008

Reticências [...]

Sabe, a proporção que tentamos fugir de alguma coisa é a mesma proporção com que ela nos persegue.
No fim, ninguém se liberta.
Estamos todos presos, contidos e não há nada a fazer a não ser criar outra realidade.
De tudo restam essas opções, aceitar os muros ou fingir que eles estão lá por conveniência. Entender que não podemos, simplesmente não podemos ou pintar tudo de rosa pra parecer mais deglutível.
Viver na mentira é sempre mais fácil, e de tanto pensar que é verdade acaba sendo.
Ainda sinto vontade de gritar tudo aquilo, mas a vacuidade que aqui se instalou não permite que o som se propague.
Melhor ficar calado.

3 comentários:

Lud burnett disse...

eu sei dessa historia :)
eu amo essa historia!
e sinto que ainda n houve um ponto final...

Lud burnett disse...

putz, comentario errado em blog errado
hahah
anyway
fiquei com uma sensaçao de te ter entendido profudamente mas com uma falta tremenda de palavras para expressar isso!

saudade

~~ponto disse...

Quanto mais queremos novos caminhos mais nos aventuramos nos velhos.
Lindo texto, como sempre.