terça-feira, 14 de outubro de 2008

Ainda sim[...] Nem sei mais.

Hoje, depois de muito andar a esmo, retornei à nossa morada, amor. E te senti quase perto, quase em mim.
Algo não muito usual. Já te disse que tinha te perdido em tudo, em todos os lugares e coisas, que tu não estavas aqui, no meu ser, mas por alguns momentos pude sentir. Fui beijada pela mesma textura da tua boca, e todas aquelas cenas voltaram à tona, fui invadida pela antiga onda.
Tive vontade de me afogar naquele mar, embebedar meus pulmões daquela gota seca que foi te amar.
Eu não poderia. Sabe aquele gosto acre amor? De quem não foi quisto? É dele que eu sobrevivo, mas você não saberia como sê-lo. Sempre te quis, desde a primeira ânsia, antes de todo e qualquer sentido. Te quis sem ver, sem ouvir. Eu não tinha provado teu cheiro, teu gosto, teu timbre ainda não tinha me feito tremer como estremecem as entranhas de qualquer caixa sonora. Reverberei. Mas sem nada disso já eras meu.
E quando pude sentir tudo verdadeiro no meu falso mundo é que caí no abismo. Porque nem um pedaço teu que fosse me pertencia. E voltando ali, onde tudo começou e acabou, de certa forma percebi que o que eu tinha amado era um ideal, algo pelo qual eu não podia lutar. Amei o que eu queria que tu fosses. Já te disseram que não se muda ninguém? Eu não conseguiria te moldar.
Sabe aquele meu ideal, amor? Ele permanece, é talvez a única coisa que me faça pensar no amanhã.
Não te amo, amor. E ainda te amo mais que nunca.

4 comentários:

Tácio Pimenta disse...

cartas imaginárias, ou não.

"finge que é dor a dor que deveras sente" ?

Mai Amorim disse...

"E voltando ali, onde tudo começou e acabou, de certa forma percebi que o que eu tinha amado era um ideal, algo pelo qual eu não podia lutar. Amei o que eu queria que tu fosses. "

*-*
vagaaaba, ainda diz q não escreve bem

¬¬'



nhum..amor, amores, amor...

ludmila disse...

tem um passatempo pra ti la no meu blog
bjo, lov you.

Scheidex disse...

caramba, isso é tenso...
sei mais ou menos, não totalmente...
mas posso imaginar...
belo texto... tuas palavras melhoram sempre que volto aqui...
rsrs
abraços
até qualquer dia...
tchau