sábado, 15 de novembro de 2008

Mais um clichê!

Quem sabe de mim?Talvez minha mãe que vive em mim desde o primeiro momento, do gozo à divisão de células, do crescer da barriga até a dor do parto, do primeiro aos dezoito anos.Talvez meus amigos, que arrancaram de mim sorrisos e confissões, que dividiram comigo as novidades da puberdade, minha menarca, meu primeiro beijo, minhas noites em claro falando besteiras.Talvez nem eu saiba de mim mesma, visto que ainda estou naquela busca do que virei a ser, do que realmente espero, do que realmente quero, hoje prefiro salgado, amanhã quero doce.
Já ouvi de tudo um pouco, já sofri um bocado, acho que amei mais que poderia, até já nem ser amor, já usei roupas das quais jamais usaria, já achei graça de coisas que não são nem um pouco engraçadas, mas o arrependimento nem bate na minha porta.Vale a pena, vale sim. Sempre se tem como aprender.
E no fim de tudo ninguém sabe quem se esconde atrás desse riso frouxo, dessa loucura incontida, dessa alegria sem motivo e dessa tristeza que me abate assim de repente.Ninguém sabe, nem saberá.Sou só eu e mais um emaranhado de coisas tolas e sem sentido, mas sou eu, assim sem descrição, sem rótulos, sem conceitos pré-concebidos, sem paredes pra sonhar, sem limites pra alcançar.
Sou só mais aquela menina.
A menina que amadureceu tão cedo e esqueceu uma parte da infancia por aí.Pode me chamar pra discutir a alma humana ou pra brincar de roda.Estou pronta pros dois.

4 comentários:

Ivan Bittencourt disse...

Nunca é tarde pra voltar a ser criança.
Oo'

^^
abraços
até mais

Tácio Pimenta disse...

os humanos...
são uns desalmados esses humanos.

vamos rodar! =)

"e nem deixou-a só num canto
pro seu grande espanto
convidou-a pra rodar..."

Ludmila Barbosa disse...

Ai, ai... ler esse texto dá aquela velha vontade de voltar a ser criança e não se preocupar com mais nada.
Bjs!!!

Lenny Mayran disse...

Eu gosto desse teu texto, lembro de quando estava pelo teu perfil no orkut.. Beijo, Ima! ;**