sábado, 2 de agosto de 2008

13 minutos

E no ápice da dor construo meu cárcere, vou por ali conjugando meus verbos mais temidos, mas que tão erroneamente dão sentido ao que sobrou de mim. Não sei mais por onde seguir, por quais abismos devo me jogar, só sei do sentido doce que tinha a vida e que transformou-se nesse mar de tormento. Não mais amo e só amo. Virou cólera. Sorrio quando devo, quando reclusa estou sem expressões. Se muito falo é só tentando calar as coisas tristes que aqui se abrigam. E se pareço alegria, só pareço. Lá no fundo do meu poço de mágoas não tenho nada além delas. Talvez um pouco de uma tola esperança que nunca avivará. Prossigo casca, oca de coloridos, cheia de vazios e alguns trocados que me tiram do marasmo. Desaquieto. Mas o frio ainda arde aqui dentro.

9 comentários:

Mai Amorim disse...

"Mas o frio ainda arde aqui dentro."



merda nada¬¬'


certas coisas a gente não consgeue abandonar...

Lenny disse...

"Se muito falo é só tentando calar as coisas tristes que aqui se abrigam. E se pareço alegria, só pareço."

Ô vida tirana..

fiquei até sem palavras.

~~ponto disse...

"vou por ali conjugando meus verbos mais temidos"

morro de inveja de ti. =*

Ludmila Barbosa disse...

Ardendo assim, mesmo que triste, ainda é tão bonito...

Fanfarrão disse...

"Talvez um pouco de uma tola esperança que nunca avivará."

Tola é a pessoa que não tem esperança.

Tácio Pimenta disse...

muito bonito... (obrigado pelo coment�rio!)

Filha de Vênus disse...

HA!

. disse...

i'm back baby!

. disse...

sou eu, lud :)