quinta-feira, 31 de julho de 2008

Por Enquanto


Lembra daquela primeira vez que te vi passeando com alguns amigos na sorveteria, nossos olhares se cruzaram e como hipnose não consegui desviar meus olhos de você e aquele sorriso juvenil, aquele ar de boa moça queimada de sol nas férias de verão. Tudo mudou naquele fim de tarde, nada mais seria como antes.

Voltei pra casa tentando pensar como poderia te encontrar novamente, roubar o perfume do teu cabelo. Resolvi sair bem cedo no outro dia para ordenar os pensamentos, traçar uma estratégia, eis que me surge você, nós frente a frente, sem nenhum outro grupo de amigos que foram aproveitar as férias na praia. As palavras travaram e você infantilmente me perguntou se eu estava me sentindo bem. Como poderia me sentir diante daquilo senão nas nuvens. E eu te acompanhei até em casa. Não conversamos nada de útil, mas tudo era tão mágico que não precisaria ser mudado. Nos veríamos mais, a noite. Até hoje não descobri o que você fazia perdida nas esquinas enquanto eu pensava em te encontrar, perdida mesmo.
Depois daquela segunda noite, não saberia mais como seguir minha vida se não fosse contigo. Porque o teu, era o mais belo sorriso, teus olhos os mais cintilantes e teu beijo o mais arrebatador. Não precisava de mais nada para viver. Foram os melhores 15 dias da minha vida.
Correr atrás de ti na praia e te jogar contra as ondas era o meu projeto de vida, ainda mais se fosse para ouvir tua gargalhada singular. Mas o verão acabou, nada mudou, a vida seguiria sua rotina.
Tudo estava diferente [aqui dentro]. Eu até cheguei a pensar que seria pra sempre, que seguiríamos juntos até o fim e de alguma forma seguiríamos, carregando um no outro. Mas acaba. O verão acaba.
E agora eu fico aqui pensando em você, minhas vontades em você. Sei que estamos interligados de alguma forma, desde aquele primeiro momento, a primeira vez que cruzamos os olhares. Ninguém mudará o que ficou. Estamos bem quando pensamos um no outro. Eu sei que você ainda pensa em mim, não poderia ser diferente. Nosso amor de 15 dias que durou uma eternidade, durou o bastante pra fazer de nós não mais os mesmos, mas os dois enamorados, os dois amantes, o amor. O pra sempre acaba.
Tínhamos todos os motivos do mundo pra deixar tudo daquele jeito, sair como dois estranhos de uma bela história, guardar os momentos na lembrança, o amor explodindo no peito e seguir adiante. Nem desistir, nem tentar. Tanto faz, a pequena van já me levava de volta ao antigo mundo quando vi teu rosto pela última vez, você acenando da janela de algum outro automóvel. Estamos indo de volta pra casa. Com a certeza intrinseca de que nada mais seria igual. De que nenhum outro amor seria igual, de que nossas vidas tinham se desviado de qualquer plano anterior só porque tínhamos surgido um ao outro. Era preciso voltar.
E eu aqui no meio da estrada pensando em alguém. Só penso em você. Estamos bem.
Estamos indo de volta pra casa.


Ouvindo Por Enquanto (Renato Russo)
Interpretado por Cássia Eller

5 comentários:

Mai Amorim disse...

"Nosso amor de 15 dias que durou uma eternidade, durou o bastante pra fazer de nós não mais os mesmos, mas os dois enamorados, os dois amantes, o amor. O pra sempre acaba."

sua vagaaba

me ensina a escrever?

*-*

eu só ando escrevendo coisas tristes e morimbundas
=~

Objetivos: representação comercial e prestação de serviços. disse...

"Amado, Amante, Amor, Amor Magia Devaneio, Comédia Romântica, Contos de Fada, Juventude transvidada, Vendaval, Ventania ..."

Pq tudo q ela escreve é lindo e harmonico, até mesmo os marcadores de página


amo minha veludinha

Objetivos: representação comercial e prestação de serviços. disse...

eiiiiiiiita

foi a aryane q escreveu isso

sei la com o login de quem

~~ponto disse...

caralho. o melhor dos teus textos é q eles são longos. não termina quando queremos mais, temos texto suficiente para nos deliciarmos.

Filha de Vênus disse...

"As palavras travaram e você infantilmente me perguntou se eu estava me sentindo bem. Como poderia me sentir diante daquilo senão nas nuvens. E eu te acompanhei até em casa. Não conversamos nada de útil, mas tudo era tão mágico que não precisaria ser mudado. Nos veríamos mais, a noite. Até hoje não descobri o que você fazia perdida nas esquinas enquanto eu pensava em te encontrar, perdida mesmo."

Ô Ima, que liindo.. *-*

Eu fiquei com vontade de chorar [juro], esse clima de despedida anda me deixando super sensível. Adorei o texto, mesmo. Beijos,gata.