sexta-feira, 30 de maio de 2008

Um Eduardo e Mônica as avessas

Eu digo e afirmo
Existe razão nas coisas feitas pelo coração
Nem sei ao certo como eles se conheceram, mas diante de umas tantas diferenças acabou dando certo.
O menino engajado, fã das ciencias, política, das festas juvenis e amante de um bom chopp, sem jamais esquecer o suco de sapoti, um dia abriu os olhos e entendeu porque aquele riso estampado no rosto, um riso que nunca cessa, estava lá desde sempre e continuaria.
A menina princesinha, fã de bons livros e poesia, escritora nata, tão forte e tão frágil, acordou também e entendeu porque tudo tinha se configurado exatamente daquela maneira, para que um dia ele gritasse na esquina ao vento, "louca, louca, eu é que sou besta!", depois de tê-la beijado furtivamente.
O casal da rua Minerva, depois de alguns forrós mal dançados e uma alegria comprada, enfim selou, selaram. E foram dias felizes até ela se ver confusa e não querer machucar. Afastaram-se por tempos, depois foi o beijo na esquina. E não houve mais dúvidas. Estavam fadados a ser felizes enquanto durasse. Já dançavam a mesma música desde o jardim de infância.
O docinho de côco foi até presenteado com serenata ébria as alturas, na madrugada, com direito a rosas roubadas e muitos problemas com o porteiro.
Depois ele já podia cantar Cazuza com propriedade "Amor da minha vida daqui até a eternidade", destinos traçados na maternidade, um bouquet de rosas roubadas de um aniversário de 15 anos e todas as mancadas estavam perdoadas. Um pouco mais de riso.
E foram olhos tapados com casaco, show com tradução simultânea "Tem tantas coisas que eu gostaria de te dizer agora mas não sei como", "então fala", "nada, é a música!", romance exalado como flores na alvorada.
Tudo o que sobrava era um bem querer, um cuidado, um desejo de não perder, um medo de como agir -milimetricamente, um amor que se sobrepôs aos infortúnios do dia-a-dia.
Existiram sim, mancadas, atitudes mal tomadas, um caju que não estava no cajueiro. O amor venceu tudo.
Meu Eduardo e minha Mônica nem de longe se igualam aos do Renato, porque eu reafirmo. Existe razão.
Porque ele completa ela e vice-versa, que nem feijão com arroz. Mas ela prefere crunch com nutella.
Existe razão.


Ao meu casal favorito.
Meus protagonistas do conto de fadas que não tem bruxa malvada nem lobo mal.
Sejam sempre felizes

5 comentários:

ludmila disse...

acho que toda vez que eu ler esse texto vai ser impossivel nao conter algumas lagrimas...
parece que na tuas palavras tudo ficou bonito, ate o feio. Ate as brigas,as fraquezas.
Parece que tu conseguiu me mostrar que tem valido a pena,que mesmo eu tido duvidas uma vez ou outra tu sempre teve certeza do meu sentimento :)

e eu acho o MAXIMO ter amigas assim, que sabem mto mais de mim do que eu mesma.

Te amo mto mto mto.
Brigada =)
=*

Mai Amorim disse...

depois diz q EU q humilho..

marrapá!




;*

Lenny. disse...

"Afastaram-se por tempos, depois foi o beijo na esquina. E não houve mais dúvidas. Estavam fadados a ser felizes enquanto durasse. Já dançavam a mesma música desde o jardim de infância."

"Meu Eduardo e minha Mônica nem de longe se igualam aos do Renato, porque eu reafirmo. Existe razão.
Porque ele completa ela e vice-versa, que nem feijão com arroz. Mas ela prefere crunch com nutella.
Existe razão."


Se eu disser que não adorei e não me emocionei, estaria mentindo..
Que liiiiiindo pô *-*

Ludmila disse...

Uau!!! Perfeito, não há outra palavra para descrever esse texto, e até esse romance.
beijos!!!

Eduardo Henrique Silveira Mota disse...

depois diz q EU q humilho..(2)

Preciso falar mais?
Simplesmente perfeito. Procura alguma editora de livros minina.