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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Vem

Vem amor, me diz com teus olhos calmos que vai dar tudo certo, que a vida vai dar certo e que nossos planos serão executados com louvor.
Vem amor, me acolhe em teus braços e me livra desse mundo traiçoeiro, que tudo que eu preciso é do teu abraço, do teu aconchego, do teu puro amor.
Vem amado, me salva de tudo no torpor do teu beijo, arranca meu chão de mim e não deixa que ele retorne, é tão lindo flutuar.
Vem meu amante, me toma com tudo o que pode, me faz sentir o arrepio do teu corpo quando vai de encontro ao meu, me ama até não poder mais, até rodarem extasiadas as pupilas.
Vem amor, que em ti que encontro vida, é de ti que sinto tudo, é tua a minha melhor parte, é contigo que sei ser melhor.
Vem amável, só tu sabes me fazer rir com a alma, só tu arrancas de mim aquela vontade morna de viver. Só tu sabes me fazer sentir que posso, sempre posso.
Vem amigo, que é contigo que exponho meu choro, minha loucura, meus desencantos, meu desejo.
Vem desejo, que és tu. Eu bambeando as penas. Vem, que antes não há nada, depois não háverá. És tu, a quem eu chamo, somente tu quem devo amar.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Nada de ventos fortes.



Decidi que tenho medo de amar.

Tenho medo de sentir todas aquelas coisas e frios e calafrios.
Tenho medo de me jogar no abismo e me espatifar no chão, talvez eu não consiga juntar os cacos.
Eu tenho medo, medo mesmo.
Tenho medo de me permitir. Essa sensação de impotência ou de soberania sobre meus sentimentos é que me deixa assim, acoada.
E por saber que só sei lidar com isso de maneira extremista, prefiro não cair nos ventos mornos e doces de um novo grande amor.
Prefiro tentar nem lembrar como se manifesta.
Prefiro recolher minhas vontades e ter uma noite de sono válida.
Não quero mais platonismos.
Não quero mais presença declarada.
Não quero mais partilhar a alma.
Não quero.
Vou passo a passo encontrando uma linha reta que me leve direto ao ponto, ao ponto de não-loucura.
E nessas caminhadas retilíneas vou "rodando" o mundo e recolhendo cada pedacinho do meu interesse. Sem , no entanto, provar algum.
Experienciar nem sempre é a saída.
Por enquanto é melhor calmo e coeso.
Tenho medo do furacão, porque ele me fascina e fascinada estou sem os pés no chão.
Não quero amor. Não quero a tormenta.
Quero só mais um cantinho onde guardar tudo o que vi.
Não sinto.
Por muito tempo espero me manter assim, livre de amar.
Porque a chama viva me amedronta e me entorpece.




E eu quero estar sóbria.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Ainda sim[...] Nem sei mais.

Hoje, depois de muito andar a esmo, retornei à nossa morada, amor. E te senti quase perto, quase em mim.
Algo não muito usual. Já te disse que tinha te perdido em tudo, em todos os lugares e coisas, que tu não estavas aqui, no meu ser, mas por alguns momentos pude sentir. Fui beijada pela mesma textura da tua boca, e todas aquelas cenas voltaram à tona, fui invadida pela antiga onda.
Tive vontade de me afogar naquele mar, embebedar meus pulmões daquela gota seca que foi te amar.
Eu não poderia. Sabe aquele gosto acre amor? De quem não foi quisto? É dele que eu sobrevivo, mas você não saberia como sê-lo. Sempre te quis, desde a primeira ânsia, antes de todo e qualquer sentido. Te quis sem ver, sem ouvir. Eu não tinha provado teu cheiro, teu gosto, teu timbre ainda não tinha me feito tremer como estremecem as entranhas de qualquer caixa sonora. Reverberei. Mas sem nada disso já eras meu.
E quando pude sentir tudo verdadeiro no meu falso mundo é que caí no abismo. Porque nem um pedaço teu que fosse me pertencia. E voltando ali, onde tudo começou e acabou, de certa forma percebi que o que eu tinha amado era um ideal, algo pelo qual eu não podia lutar. Amei o que eu queria que tu fosses. Já te disseram que não se muda ninguém? Eu não conseguiria te moldar.
Sabe aquele meu ideal, amor? Ele permanece, é talvez a única coisa que me faça pensar no amanhã.
Não te amo, amor. E ainda te amo mais que nunca.

domingo, 7 de setembro de 2008

Carta ao ex-amor


É dessa sensação que falo e que tinha tanto medo, te perder dentro de mim. De repente tentei lembrar do teu rosto e só me sobrou uma imagem distante, até disforme e teu cheiro não mais me pertencia, tua presença constante fugiu de mim.
É nessa falta de ti que eu me negava a acreditar, nessa inconstância em saber de ti, em lembrar que mesmo estranhamente, me fizeste tão feliz e não podia ser diferente.
Meu pouco me importar como anda tua vida, quantos sorrisos tu tens dado por dia, quantos fins de tarde tem te presenteado, quantos amigos tu fizeste no último fim de semana e quantas doses foram necessárias pra te fazer ficar meio alto. Qual a música que te prende quando tu estás muito triste e como é mesmo aquela expressão que só tu sabes fazer quando alguma coisa não te agrada?
Não sei mais das alegrias, nem me encho delas se alguma coisa relativa a ti me volta à memória.
Era disso que tinha medo, de seres apenas mais um fantasma na minha atormentada adolescência, de seres só mais um, alguma sombra de um passado sem importância, então nada teria valido a pena, nem meus choros no fim da noite por não te ter por perto, nem minha ânsia em ouvir tua voz, nem minha vontade de sentir de qualquer maneira, me contentando com migalhas de tua existência. Meu altruísmo sem mais nem menos foi jogado fora e passei a me importar um pouco mais com o que eu sentia, dessa vez sem estares envolvido de maneira direta ou indireta com isso.
Só quis mesmo me permitir sonhar com coisas palpáveis e não pude evitar que pouco a pouco fosses fugindo de mim. O amor que quis preservar a vida inteira não era mais meu, simplesmente passou, talvez da mesma boba maneira que tenha surgido. Não te amo mais.
E por não mais te amar não sei que rumos tomar, não sei mais por quem devo agir ou pensar, estive tanto tempo presa a sensação de te ter aqui, intrinsecamente, que não sei caminhar sozinha, é como se estivesse prestes a atravessar uma fronteira, onde de um lado ficam as poucas sensações que vivi e todo amor que guardei por ti, e do outro, resta um caminho que não sei onde vai dar, morro de medo de conhecer.
“Falar do que foi pra você, não vai me livrar de viver”. É disso que preciso agora, preciso viver, sem estar em função de ninguém e nada me livra disso. Acabei mesmo fazendo desse sentimento uma razão pra não pensar em sentir, não pensei, deixei aflorar tudo ao extremo, meu mais extremo amor, minha extrema saudade, meu maior desejo.
Agora estou de mãos vazias, sem mais choro de madrugada, sem saudade apertando no peito, sem me importar com quantas meninas bobas tu estás te divertindo, querendo profundamente que tu sejas muito feliz e procurando de maneira graduada lidar com meus sentimentos, mesmo que tão poucos nesse momento, preciso aprender a confiar e acreditar no amor, preciso descobrir tantas novas coisas, tantos outros sabores e você dificilmente estará entre eles. Preciso descobrir uma maneira de te guardar, como peça especial e essencial que foste, meu primeiro, estranho, amor.
Por enquanto vou só seguindo com algumas antigas canções e me deleitando em lábios desinteressantes. Um dia descubro uma congruência pra tudo isso.



Pra se ler ouvindo Sentimental (Los Hermanos- Rodrigo Amarante)

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Por Enquanto


Lembra daquela primeira vez que te vi passeando com alguns amigos na sorveteria, nossos olhares se cruzaram e como hipnose não consegui desviar meus olhos de você e aquele sorriso juvenil, aquele ar de boa moça queimada de sol nas férias de verão. Tudo mudou naquele fim de tarde, nada mais seria como antes.

Voltei pra casa tentando pensar como poderia te encontrar novamente, roubar o perfume do teu cabelo. Resolvi sair bem cedo no outro dia para ordenar os pensamentos, traçar uma estratégia, eis que me surge você, nós frente a frente, sem nenhum outro grupo de amigos que foram aproveitar as férias na praia. As palavras travaram e você infantilmente me perguntou se eu estava me sentindo bem. Como poderia me sentir diante daquilo senão nas nuvens. E eu te acompanhei até em casa. Não conversamos nada de útil, mas tudo era tão mágico que não precisaria ser mudado. Nos veríamos mais, a noite. Até hoje não descobri o que você fazia perdida nas esquinas enquanto eu pensava em te encontrar, perdida mesmo.
Depois daquela segunda noite, não saberia mais como seguir minha vida se não fosse contigo. Porque o teu, era o mais belo sorriso, teus olhos os mais cintilantes e teu beijo o mais arrebatador. Não precisava de mais nada para viver. Foram os melhores 15 dias da minha vida.
Correr atrás de ti na praia e te jogar contra as ondas era o meu projeto de vida, ainda mais se fosse para ouvir tua gargalhada singular. Mas o verão acabou, nada mudou, a vida seguiria sua rotina.
Tudo estava diferente [aqui dentro]. Eu até cheguei a pensar que seria pra sempre, que seguiríamos juntos até o fim e de alguma forma seguiríamos, carregando um no outro. Mas acaba. O verão acaba.
E agora eu fico aqui pensando em você, minhas vontades em você. Sei que estamos interligados de alguma forma, desde aquele primeiro momento, a primeira vez que cruzamos os olhares. Ninguém mudará o que ficou. Estamos bem quando pensamos um no outro. Eu sei que você ainda pensa em mim, não poderia ser diferente. Nosso amor de 15 dias que durou uma eternidade, durou o bastante pra fazer de nós não mais os mesmos, mas os dois enamorados, os dois amantes, o amor. O pra sempre acaba.
Tínhamos todos os motivos do mundo pra deixar tudo daquele jeito, sair como dois estranhos de uma bela história, guardar os momentos na lembrança, o amor explodindo no peito e seguir adiante. Nem desistir, nem tentar. Tanto faz, a pequena van já me levava de volta ao antigo mundo quando vi teu rosto pela última vez, você acenando da janela de algum outro automóvel. Estamos indo de volta pra casa. Com a certeza intrinseca de que nada mais seria igual. De que nenhum outro amor seria igual, de que nossas vidas tinham se desviado de qualquer plano anterior só porque tínhamos surgido um ao outro. Era preciso voltar.
E eu aqui no meio da estrada pensando em alguém. Só penso em você. Estamos bem.
Estamos indo de volta pra casa.


Ouvindo Por Enquanto (Renato Russo)
Interpretado por Cássia Eller

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Partes Perdidas

Nem precisava você fazer nada, bastava me olhar com aquele olhar e todos os meus medos e angustias estariam desfeitos, todos meus anseios estariam preenchidos e meus sentimentos não mais se controlariam. Estariam mesmo tão bambas as minhas pernas?
Nem sei, mas não precisaria me dizer belas palavras nem falar em alianças, porque meus braços já estariam laçados em teu pescoço e tu não poderias fugir dali nunca mais, nem seriam necessários beijos furtivos, porque já terias roubado mesmo todos os meus dias e minha alma estaria entregue a qualquer caminho que quisesses trilhar.
Não precisaria mais de sol, porque na chuva me recolheria em teus braços,e minhas revistinhas de adolescente uma vez me disseram que piscianas adoram corpos molhados, tempestade a céu aberto no meio da noite.
Eu não quereria outras músicas que não fossem as tuas, não quereria outra bebida que não fosse de teus fluidos, nem outro ar que não fosse o roubado de teus pulmões e viveríamos assim, um do outro, unidos por um único sopro de vida.
Não saberíamos de mais nada, nem olharíamos além do horizonte de nossos olhos, porque quando as partes perdidas se encontram não há como separar.
E não haveria falta nem sobra, só encaixe e a sensação de plenitude.
Todos as terças se formariam no mais belo acorde e nenhuma dissonancia seria ouvida, só aquele final em sensível que pede conclusão.
E depois de alguns trinados barrocos a melodia finalmente se finda na mais perfeita harmonia e sobra silêncio. O silêncio que diz tudo e abriga todas as coisas já não ditas. O silêncio que fecha tudo. Fecha a cortina e ascende as luzes.
A cena acabou.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Campo de girassóis


Era tão criança que mal sabia da vida e todos seus sonhos se resumiam a algodões doce, passeios de cavalo, contos de fada.
Ainda não havia entendido que todas aquelas estórias só encontrava mesmo em livros belamente ilustrados e que suas princesas não tinham castelos, mas casebres e os príncipes não passavam de aproveitadores desdentados.
Toda aquela magia, em que se inspirava toda a noite pra viver não passava de farsa. Farsa, aquela mania de mostrar ao mundo o que não era, de sempre expor sorrisos, mesmo que nada fizesse sorrir, de imaginar futuros prósperos, mesmo que nada convergisse até ali...
Queria pouco, mas nada tinha, nem fatos, nem perspectivas. Só o campo de girassóis a deliciar-lhe da varanda.
Sempre se perdia por lá, ou se encontrava, nem sabia ao certo.
Ah! Os girassóis, aquele intenso amarelo que preenchia toda a paisagem, ragava tudo com aquela luz radiante. Os girassóis que apontavam sempre pra irradiação de calor.
E nada mais era tão frio.
Se imaginar não tira pedaço ainda lembrava daquele menino torto a quem jurara tanto amor, o menino dos cabelos de girassol, dos olhos de pôr-do-sol. E naquelas tardes quentes em que só sobravam cores ela pensava forte nele, como se por instantes pudessem se unir metafísicamente.
E nada mais parecia afetar, só restavam algodões doces, cavalos, contos de fada. Sumiam todos os casebres e príncipes desdentados, alguém pagara um tratamento dentário a eles.
E ela seguia protagonista, no cume do morro, onde se constroem aquelas cenas de filmes antigos e romanticos, quando os casais saem de extremos diferentes e vão um ao encontro do outro, como se nada mais importasse na vida até apartarem-se as bocas.A menina era assim mesmo, criança.
Quando a noite caia abandonava o campo e seguia pra casa. Dormir com as doces lembranças dos contos que inventara. Com os doces beijos do menino que a abandonara. Com o breve pico nas pernas que aquela planta deixara. E com o bobo sorriso estampado que aquele momento causara.

domingo, 27 de abril de 2008

EU TE AMO

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu

Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair

Não, acho que estás só fazendo de conta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir


Chico Buarque e Tom Jobim

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Eu que não amo você

E eu que achava que já tinha te esquecido
Que já tinha enterrado esses sentimentos , as ânsias tolas, arrancado do peito o que não sai.
E eu que achava que já não te amava.
Eu que finjo que não amo você.
Nem cigarros, nem mil doses de conhaque me fariam cessar o frio que a tua ausência provoca.
E assim, meio sóbria, entorpecida, guardo minha saudade e nunca te encontro em outros braços, por mais que procure, a porta que deixastes aberta só tu mesmo podes fechar.
E o que são dez anos em um mês, se tendo passado seis ainda não esqueci o gosto do teu beijo.
Passem-se trinta, quarenta anos, tua presença em mim ainda arde mais que conhaque rasgando a garganta e queimará mais que fogo consumindo o fumo.
Os dias correm, noites desenrolam-se, mas bem sabes como é difícil encontrar a palavra certa, a hora certa de voltar [voltar ao mundo real, aquele em que você não está].
A tempestade volta à tona e lava o meu rosto.
Sem fumar, queria um cigarro.
Sem beber, quero um conhaque.
Sem amar [a nada], amo a ti.
Sem querer, te quero.
Sem cobertas, só tenho inverno.
Nem sei mais onde é o meu lugar se não for em teus braços. Protegem do frio.
Entre meios caminhos permaneço. Dançando a música que não toca.
E quando passar denovo, por favor, fecha a porta!




Ouvindo:
Eu que não amo você
Engenheiros do Hawaii.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Quando se dá o amor?

É quando as palavras já não bastam e quando tudo se torna ínfimo diante de tal sensação.
É quando se quer explodir, mas a calmaria dentro estremece, adormece.
É quando flores são poucas para definir beleza, é quando falta o ar e quando o tempo parece se arrastar em todos os sentidos, quando toda cena ao redor imobiliza e te tornas protagonista.
É quando te tornas capaz de correr atrás de cada estrela do cosmos, nomear cada astro, dar forma a qualquer nuvem disfirme.
É quando sol e lua se avistam no céu, naquele intervalo de tempo em que se encaram banhados de mar.
Toda pipoca e chocolate já não são suficientes para conter a emoção do filme e mil músicas são capazes de traduzir a mesma cena..
E como fotografias congeladas no fundo de um baú nos deixamos conduzir para qualquer parte, o mesmo sorriso ilustrando o rosto.
É quando não se pode fazer mais nada, caminho sem volta...
Estás tomado de amor.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Fecha os olhos e abre um parentesis ( Eu te amo), se fecha pro mundo (por enquanto)...

Tocava Here without you no MP3 e na cabeça dela era só isso que soava.
Ela lá, sem ele.
Ao fundo (ou a frente como queira), o professor de literatura falava de "Vida secas".
O que poderia dar título àquele momento da sua história. A vida dela era a própria secura. Seca de amor (ou extravazando amor, fato é que ela não o tinha) e tudo se encaixava, toda falta e sobra de sentimentos, toda vontade contida.
Ah! Se houvesse mágica ou teletransporte ela (como ele uma vez dissera) daria uma mão (até o corpo inteiro) por uma passagem só de ida ao encontro dele, um caminho sem volta. Seu cheiro, seu corpo, o encontro de olhares, as bocas que se encaixam assim como os sentimentos que vem e vão.

Here without you, "Beibe".

Fecha os olhos, só ele quem ela vê, só nele quem ela pensa, só sente a ele...
E o sonho e o real se misturam.
Só ele e ela...

Tonight...Is only you and me...